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O que fazer?

 

1.Evitar as plataformas sensacionalistas e procurar fontes de informação fidedigna

 

Evite os meios de comunicação que apenas dão ênfase ao que não podemos controlar, (p.e., números crescentes de mortes e de infetados com o vírus) e que o fazem de forma sensacionalista, pouco responsável e por vezes com base em informação errada. Em vez disso, procure fontes oficiais de informação, que se baseiam no conhecimento científico atual, como os websites da Direção Geral de Saúde, da Organização Mundial de Saúde e do Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças.

Além disto, é importante que limite o seu tempo dedicado a procurar notícias sobre este tema. A partir de certo ponto, pode estar a contribuir apenas para gerar mais ansiedade e deixar de o informar de forma útil e proativa.

 

2.Falar e procurar ajuda junto de amigos e familiares 

 

Falar com amigos, familiares e pessoas próximas em quem confia pode ajudar a reduzir os níveis de stress. Partilhe as suas preocupações e, se for necessário, procure ajuda junto de um profissional de saúde através da linha Saúde 24 (808 24 24 24).

 

3.Definir um plano de ação

 

Há algumas coisas que não podemos controlar, mas há muitas que estão ao nosso alcance e são nessas que nos devemos focar.

 

Exemplos são:

•Lavar as mãos frequentemente, com água corrente e sabão, durante 20 segundos e com uma técnica correta;

•Evitar frequentar sítios e eventos com muita gente;

•Não cumprimentar as pessoas conhecidas com um aperto de mão ou beijinhos;

•Tossir/espirrar para a dobra do cotovelo ou para um pano - não para a mão;

•Evitar tocar com as mãos na cara;

•Trabalhar a partir de casa, se possível;

•Sair de casa apenas quando estritamente necessário.

 

Implemente estas regras em casa e no seu local de trabalho, informando e dando o exemplo aos que o rodeiam.

 

4.Não usar o tabaco, álcool ou outras drogas para lidar com as suas emoções

 

Enquanto enfrentamos uma situação de crise, é importante reconhecer as nossas emoções que causa em nós e saber como pedir ajuda. Pelo contrário, tentar “mascarar” estas emoções com substâncias como o álcool ou outras drogas, apesar de aparentemente causar algum alívio no momento, na verdade pode agravar o problema.

 

5.Reconhecer as suas capacidades para lidar com o stress

 

Esta não é a primeira situação de stress que enfrentamos, quer a nível populacional ou individual. Por isso, recorde-se de que estratégias usou noutras alturas de stress e que foram eficazes e ponha-as em prática. No nosso separador Saúde Mental pode encontrar algumas dessas ferramentas. Entre elas, estão: manter uma alimentação saudável e equilibrada, praticar exercício físico, meditação e exercícios de relaxamento, manter rotinas de sono ou fazer outra atividade que lhe dá prazer (como ler um livro ou ouvir música).

 

O que fazer em situação de quarentena?

 

Algumas das medidas sugeridas aplicam-se também às pessoas a quem foi recomendado um período de isolamento. Entre elas: manter um estilo de vida saudável no que toca à alimentação, exercício físico e sono. Manter o contacto com amigos e familiares próximos, por mensagens, e-mail, telefone ou videochamadas e limitar o tempo que destina aos meios de comunicação: passar o dia a ver notícias sobre o novo vírus na televisão não acrescenta informação e, pelo contrário, contribui para aumentar o medo e ansiedade. Por fim, não ignore os seus sentimentos. Se necessário procure ajuda profissional.

 

As pessoas com Perturbação Mental estão mais vulneráveis à ansiedade relacionada com a COVID19?

 

Tal como outras emoções, traços ou perturbações mentais, a forma como cada um lida com a ansiedade relacionada com o Novo Coronavírus varia muito. Assim, as pessoas com Perturbações de Ansiedade Generalizada ou outras Perturbações de Ansiedade podem ser especialmente vulneráveis a este tipo de preocupações, ao sobrevalorizarem os riscos e subestimarem as suas capacidades para lidar com o stress. Assim, no caso de ter algum tipo de Perturbação Mental, é importante manter o seu plano de tratamento, estar atento ao aparecimento de novos sintomas, apostar no autocuidado – tirar tempo para si e para fazer o que gosta. Deve ainda pedir ajuda a um profissional de saúde, se necessário.

 

Por fim, é importante perceber que quaisquer emoções perturbadoras que surjam neste contexto irão desaparecer. A boa notícia neste tipo de crises é que não duram para sempre e aparecem tão subitamente como desparecem. Ainda assim, lidar com o medo e a ansiedade relacionadas à medida que se aprende mais sobre este surto e perceber como se deve proteger pode ser difícil e confuso. Felizmente, podemos ser proativos nesta missão e procurar o bem-estar psicológico, mantendo a calma e transmitindo-a aos que nos rodeiam.

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Com as notícias mais recentes sobre o novo Coronavírus, SARS-CoV-2, e o impacto que está a ter no dia-a-dia de todos nós, crescem também os sentimentos de medo e incerteza. Planos de contingência, recomendações por parte das instituições e governos, bem como números que não param de aumentar – tudo isto contribui para um stress acrescido e pode ter consequências na saúde mental.

 

É normal sentir-se com medo, ansioso/a, triste, confuso/a, assustado/a ou irritado/a durante uma pandemia. Felizmente, há coisas que podemos fazer em relação à nossa saúde mental que nos podem ajudar a lidar com todas estas emoções.

SAÚDE MENTAL E O NOVO CORONAVÍRUS

 

Estratégias para gerir o stress durante uma crise mundial

Partilhamos algumas recomendações, baseadas naquelas que foram emitidas pelas principais entidades de saúde a nível nacional e mundial: Direção Geral de Saúde, Organização Mundial de Saúde e o Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças

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